"Meu amor adeus
Tem cuidado
Se a dor é um espinho
Que espeta sozinho
Do outro lado
Meu bem desvairado
Tão aflito
Se a dor é um dó
Que desfaz um nó
E desata um grito
Um mal olhado
Um mal pecado
E a saudade é uma espera
É uma aflição
Se é primavera
É um fim de outono
Um tempo morno
É quase verão
Em pleno inverno
É um abandono
Por que não me vês, maresia
Se a dor é um crime
Que espalha o perfume
E me agonia
Vem me ver amor
De mansinho
Se a dor é um mar
Louco a transbordar
N'outro caminho
Quase a espraiar
Quase a afundar
E a saudade é uma espera
É uma aflição
Se é primavera
É um fim de outono
É um tempo morno
É quase verão
Em pleno inverno
É um abandono."
(Compositor: Fausto; Intérprete: Dércio Marques)